O objetivo deste blog é evidenciar as principais ocorrências da área contábil. São postadas leis, artigos, notícias. Enfim, tudo que contribua para que os contadores mantenham-se informados e exerçam bem seu papel ético e gerencial nas organizações. “Temos que compreender que cada um de nós muda o mundo a partir do momento que se dedica a mudar o espaço em que estar inserido. Por uma classe melhor, sejamos nós contadores melhores. ”Um oferecimento de Aislane Pinto
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Nelson Mandela dizia: "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo."
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* Queridos,os comentários na parte superior de cada postagem (em negrito) refletem exclusivamente o meu ponto de vista e observações sobre a matéria. Qualquer esclarecimento basta entrar em contato.
Desde o ano passado (2011) o exame de suficiência do CFC passou a ser obrigatório. A cada ano o exame tem duas edições, a primeira edição do ano passado, que ocorreu no mês de março não teve um índice satisfatório de aprovados, já na segunda edição, realizada em setembro, obtivemos um índice melhor. É esperado pelo Conselho Federal de Contabilidade e por todos nós da classe que esse índice graduadamente seja aumentado. Pois, a aprovação no exame de suficiência significa que o futuro profissional, quer seja ele técnico ou bacharel, possui os conhecimentos mínimos para exercer a profissão. Mas, é certo afirmar que este profissional ainda terá que buscar cursos de extensões e aprimoramentos da prática contábil e mais ele deverá constantemente se manter atualizado para assim ser considerado um profissional totalmente qualificado. Caso o então estudante não seja aprovado no exame de suficiência ele não poderá tirar sua carteira do CRC e logo não poderá exercer a função. Por conta disso, cria-se uma tensão entre os recém formados. Há a preocupação se realmente aprenderam durante o curso e/ou se a instituição de ensino estava os preparando devidamente para o mercado de trabalho. Ansiosos e assustados como se tivessem novamente a "beira de prestar um vestibular", desejando rever conteúdos e até mesmo aprender nos últimos minutos do segundo tempo muitos fazem cursos preparatórios para o exame de suficiência. Fazer ou não um curso preparatório vai da vontade e disponibilidade financeira de cada um, porém para passar no exame de suficiência não há nenhum segredo, o futuro profissional deve se comprometer em estudar e revisar os assuntos dados no período do curso/graduação. Desejo boa sorte à todos e abaixo deixo a matéria feita por nosso colega Welligthon Dantas (responsável pelo Blog Contabilizando) contendo importantes dicas de como passar no exame. Lembre-se que o "estudante de hoje é o profissional de amanhã"
Saudações contábeis,
Aislane Pinto
www.aislanepinto.blogspot.com
Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade (CFC): contextualização e dicas para passar na prova.
por Wellington Dantas*
O Exame de Suficiência em Contabilidade, obrigatório para o registro do Profissional Contábil, vai para a sua 3ª edição (Lei 12.249/2010). As duas primeiras edições ocorreram no ano passado.
Na segunda edição (09/2011), dos que realizaram as provas obtiveram aprovação 54,18%, contra os 30,83% da primeira edição (03/2011), uma melhora de 23,35% no índice de aprovação. Quanto aos técnicos, conseguiram o registro 27,87%, contra 24,93% do resultado anterior, um crescimento pouco significativo de 2,94%.
Seria inaceitável acreditar que o alto índice de reprovações dos dois primeiros exames (principalmente a 1ª prova) é um demérito exclusivo dos alunos. Quando isso ocorre quem está sendo reprovado a cada Exame de Suficiência do CFC é o nosso modelo de educação contábil como um todo.
E como passar no Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade (CFC)?
Como relembrar assuntos poucos debatidos na academia, como: matemática financeira, estatística, noções de direito, contabilidade pública, enfim, a contabilidade de uma forma geral com mudanças significativas ao longo do curso?
A academia prepara o discente para a prova? Há controvérsias quando se compara as grades curriculares dos Cursos de Ciências Contábeis com o conteúdo programático do Exame?
São questionamentos pertinentes e que estão no cotidiano de quem pretende realizar o Exame para obter o registro profissional perante a Classe Contábil.
Para quem não tem acesso a cursos preparatórios, pode buscar meios gratuitos para obter sucesso nessa empreitada, como:
Revisar as principais abordagens teóricas (conceitos, definições, objetivos, funções e campos de atuação) das disciplinas que compõem o conteúdo programático do Exame (através de livros, periódicos, sites especializados, etc);
Acompanhar os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) que tem como objetivoo estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos, referente àconvergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais(http://www.cpc.org.br/pronunciamentosIndex.php);
Responder as provas anteriores, sem usar o gabarito, marcando o tempo utilizado. Depois verificando as questões que obteve êxito, as que não foram possíveis os acertos, revisar e procurar os caminhos que levam a resposta correta. Para cada questão entender os elementos teóricos e práticos utilizados para se chegar ao resultado (as provas e os gabaritos podem ser baixados no (http://www.blogcontabilizando.com/p/downloads.html));
Buscar questões de concursos e preparatórios (tanto as questões objetivas, quanto as subjetivas) disponíveis gratuitamente na internet;
Fazer grupos de estudos e discussões, como no máximo 5 (cinco) pessoas para a realização de rodada com perguntas e respostas, reflexões e pontos de vista, baseando-se em dinâmicas empresariais (Recursos Humanos);
Ler artigos científicos atuais que retratam assuntos do conteúdo programático. Os artigos científicos têm leitura agradável e dinâmica, trazem resumos mais simples e são desenvolvidos com base em grandes teóricos da Ciência Contábil;
O BlogCONTABILIZANDO (http://www.blogcontabilizando.com/) que tem como missão disseminar conhecimentos, iniciou um trabalho para auxiliar alunos de todo o Brasil na empreitada do Exame de Suficiência em Contabilidade. Estamos postando assuntos e exercícios, seguindo, na medida do possível, o Conteúdo Programático do CFC, confira a sessão: EXAME DE SUFICIÊNCIA.
Por fim, devemos ter motivação, comprometimento e disciplina para cumprir os itens acima, além de muita calma e paciência na hora da realização da prova.
Tenha certeza que seguindo os passos acima, você estará em breve com a Carteirinha Verde na mão e com um excelente aproveitamento!!!
Forte abraço,
Wellington Dantas
* Contabilista, Especialista em Docência do Ensino Superior, Pós Graduando em Gestão de Negócios, facilitador de Cursos em Rotinas Administrativas e Práticas Trabalhistas.
É de conhecimento da classe contábil e sociedade no geral que a partir desse ano (2011) o profissional contábil para exercer a sua profissão deverá passar pela prova do Exame de Suficiência, igual ao que acontece com os advogados ao realizar o Exame da OAB. "A instituição do Exame de Suficiência como requisito para a obtenção do registro profissional na área contábil foi considerada pelo Conselho Federal de Contabilidade, uma consequência do atual processo de fortalecimento da profissão no País, que vem alcançando maior respeitabilidade e relevância no cenário econômico nacional, a partir da incorporação de tecnologias da informação e da evolução de rotinas de trabalho basicamente formalistas - cumpridoras do texto estrito da lei - para a assimilação de funções de consultoria em informações gerenciais." (RBC edição184/2010). O Exame de Suficiência contribuirá para melhoria dos cursos de contabilidade, uma vez que as instituições de ensino deverão se adequar a nova realidade, capacitando os seus estudantes à aprovação do Exame de Suficiência. É certo que somente a prova em si, não tem como medir a capacidade profissional do estudante, mas é um bom meio de comprovar a obtenção de conhecimentos mínimos por parte dos futuros profissionais contábeis. O exame de suficiência é aplicado duas vezes ao ano, na primeira edição 2011, o resultado foi vergonhoso, menos de 50% dos inscritos foram aprovados. Já nessa segunda edição o resultado foi mais satisfatório: 54,18% dos inscritos na categoria de bacharéis foram aprovados. Quanto a categoria de nível técnico, apesar do percentual de aprovação ter melhorado ( 1° edição: 24,93% e 2° edição 27,87%), é perceptível que as escolas técnicas, as quais ofertarão o curso até 2015, conforme estabelecido na lei n° 12.249/2010 deverão rever as suas atuações, a fim de atender as exigências do mercado e principalmente contribuir significantemente com a qualificação do técnico contábil. Aos aprovados registro os meus parabéns e os que ainda não passaram não desistam, continuem estudando, pois a área contábil é uma área promissora e tem espaço para todo profissional qualificado. Vamos nos beneficiar da estatística e mostrar para sociedade que a classe contábil tem muitos profissionais qualificados, e que buscamos continuadamente atender as exigências de um mundo globalizado. E com isso exigimos , no mínimo, o devido respeito. As provas e gabaritos podem ser baixados no link abaixo e também por meio do blog Livros e Eventos Contábeis.
Saudações contábeis,
Aislane Pinto
Leiam a matéria:
Conselho Federal publica lista de aprovados no segundo Exame de Suficiência de 2011
O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) publicou hoje, 28/10/2011, no Diário Oficial da União, Sessão 3, páginas 203 a 238 o resultado da segunda edição do Exame de Suficiência, realizado no dia 25 de setembro de 2011. Nesta segunda edição foram aprovados 10.129 bacharéis em Ciências Contábeis, que correspondem a 54,18% de aprovação e 1.067 técnicos aprovados, que correspondem a 27,87% de aprovação.
Para a vice-presidente de Desenvolvimento Profissional, contadora Maria Clara Cavalcante Bugarim, este percentual de aprovação demonstra que os alunos se atentaram para a importância do Exame. "A resposta aparece de forma satisfatória, pois temos certeza de que estamos cumprindo com o nosso papel de fiscalização preventiva, uma vez que permitirmos o acesso, ao exercício profissional, de pessoas que apresentaram uma capacitação adequada", avisa a vice-presidente.
Vale lembrar que a certidão de aprovação do Exame de Suficiência será emitida pelos CRCs sem ônus , desde que solicitado. Clique nos links abaixo e confira o resultado:
Estava lendo o artigo do colega Narciso Doro, no Blog Contábil, cuja opinião, conforme pode ser verificado abaixo, está muito lúcida e pertinente. E dessa forma, resolvi compartilhar também com vocês com intuito de chamar a atenção para causa. Como boa parte dos leitores desse blog, que já leram um pouco da minha trajetória profissional, sabem que comecei a ter as minhas primeiras experiências profissionais estagiando na Secretária da Fazenda Estadual/Ba, no setor de fiscalização, e quando uma empresa era intimada ou recebia um auto de infração era costumeiro ouvir dos empresários: “a culpa é do contador”. Naquela época ( tinha 16 anos), acho que como boa parte da sociedade no geral, só conhecia a função fiscal de um contador (escriturar livros, fazer declarações acessórias, impostos, declarações de impostos de rendas, cálculos…o contador é lembrado como profissional dos cálculos). Hoje, aos meus 24 anos, juntamente com mais dois amigos: Cleiton Souza e Thiago Carneiro, tenho um escritório de contabilidade e ensino matérias de contabilidade e áreas afins em cursos técnicos profissionalizantes. E doí, doí mesmo, ouvir tal expressão. Fico analisando tal situação e me pego por vezes pensando que de certa forma nós temos culpa, não é sua culpa que nos é imposta, como bem disse o Narciso Doro, proveniente do principio da solidariedade do Código Civil e pela lei de responsabilidade fiscal, mas culpa por ficarmos omissos quando um profissional desfragmenta a classe como o todo e principalmente nos casos em cabe a participação de um contador. Muitas vezes nós mesmos não respeitamos o nosso colega, como o empresário vai nos respeitar? Precisamos mostrar e convencer a sociedade da importância do profissional contábil para empresa e o desenvolvimento do país por meio de exemplos. Como Lopes de Sá dizia: “as empresas são células sociais e nós contadores somos responsáveis por levar as células sociais à prosperidade.” Eu não aceito que atribuam culpas alheias ao contador. Devemos nos unir e lutar por uma classe mais respeitada e valorizada e para isso precisamos também investir continuadamente na nossa qualificação.
Leiam abaixo o artigo:
A Culpa é do contador?
Por: Narciso Doro*
Uma explosão, dia 13 de outubro, no restaurante Filé Carioca, no centro do Rio de Janeiro, causou a morte de três pessoas e ferimentos em 17. Ao prestar depoimento na delegacia, o proprietário eximiu-se inteiramente de culpabilidade, jogando a responsabilidade no seu contador, fato que levou o Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro a estabelecer processo de investigação e prometer punir o profissional caso a acusação se confirme.
Esse triste episódio vem ressaltar como responsabilidades são facilmente atribuídas aos profissionais da contabilidade. Sem conhecer detalhes, não vamos fazer aqui a defesa do contador do restaurante, mas, via de regra, um profissional só responde pela parte formal, legal da empresa, na fase de abertura, e depois nas demonstrações contábeis e obrigações fiscais. Aspectos relativos a segurança, meio ambiente e outros não são da sua alçada. A tragédia do Filé Carioca envolve também, além do proprietário, o Corpo de Bombeiros, que teria emitido laudo proibindo o uso de gás no prédio, e agentes municipais, que têm a obrigação de vistoriar ambientes comerciais e, em caso de irregularidades, multar e até fechar.
A exemplo dos romances de Sherlock Holmes, em que a culpa é sempre do mordomo, instalou-se no Brasil, desde a época do guarda-livro, suspeitas sobre o contabilista, criando-se um estereótipo negativo da sua imagem, explorado inclusive em novelas de televisão. Se uma empresa dá o calote no fisco, imediatamente apontam o contador. Se entes públicos têm as suas contas reprovadas pelos tribunais, questionam o responsável pela contabilidade.
Ao aprovar o princípio da solidariedade, o Código Civil permitiu que empresários transferissem algumas das suas funções aos contabilistas, situação que nos levou a fazer seguro de responsabilidade civil pelo temor de responder solidariamente a reclamações judiciais. A lei nos converteu em fiadores das organizações para as quais, na verdade, apenas prestamos serviços contábeis.
Com a Lei de Responsabilidade Fiscal, passamos a ser apontados como culpados por erros, nas finanças de órgãos públicos, quando não por coisas mais graves, quando os verdadeiros autores são os gestores que manipulam politicamente os recursos e não observam as regras de objetividade e transparência.
O dever dos contabilistas é fazer contabilidade, demonstrações, escriturações, balanços e outras peças próprias da atividade. Quanto a isso, somos fiscalizados pelo Conselho Regional de Contabilidade e somos punidos em casos de omissões, podendo ter o registro profissional cassado. Essas obrigações estão previstas no Decreto-Lei 9295/46, reformulado parcialmente pela Lei 12.249, no ano passado, impondo exigências ainda mais severas.
Pode até ser que o contador do restaurante Filé Carioca tenha a sua dose de responsabilidade no caso. Mas, de um modo geral, não é justo que, em toda e qualquer situação, principalmente naquelas de cunho financeiro, sejamos inscritos como culpados por coisas que não são da nossa competência ou ainda expostos como suspeitos perante a sociedade, condenados antes de apuração e julgamento, estigmatizados.
É oportuno lembrar que é graças à atividade do contador que as empresas podem planejar o seu crescimento e os entes da administração pública exibir ética em suas contas.
* Narciso Doro é contador, empresário da contabilidade e presidente do Sindicato dos Contabilistas de Curitiba; e-mail: narciso@narcisodoro.com.br
Quero carinhosamente expressar os meus especiais agradecimentos à todos que visitam esse humilde blog. Hoje (20/09/11) recebi a 100ª mensagem no meu livro de visitas. Foi da visitante Fabrícia às 20:47 horas. Lembro que quando eu comecei com o blog mandei e-mail para os amigos pedindo que eles escrevessem no meu livro de visitas, deixando suas criticas e sugestões para o aperfeiçoamento do mesmo, alguns fizeram e juntamente com outras pessoas que volta e meia eu me pergunto: "como essa pessoa achou o meu blog?" estão fazendo parte dessa estatística: temos atualmente 548 comentários. Fora as mensagens que recebo diretamente por e-mail ou nas minhas outras redes de contatos. Sinto por não está podendo responder de imediato todos os comentários, peço paciência que dentro do possível respondo a todos. Caso tenha urgência na resposta peço para utilizar o recurso de consultoria voluntária, a qual também faço parte, do Portal da Classe Contábil, pois certamente eu não podendo ajudar outros colegas os ajudarão. Confesso, que fico lisonjeada com todo esse respaldo. Digo ao mais chegados que sem querer eu criei minha terapia. Pois, sinto que nos momentos mais difíceis Deus sempre usa vocês para se comunicar comigo dizendo: "filha, continue, você está no caminho certo." Nunca tive a pretensão de ter o melhor blog da área contábil ou o mais atualizado, mas sempre desejei e quero contribuir com o desenvolvimento do país e fortalecimento da classe como o todo. Quero vê no olhar da sociedade um brilho de esperança quando ouvirem a palavra: Contador. Quero sentir um abraço forte, com muito respeito, quando eu me encontrar com um colega de profissão. Quero um aperto de mão firme, em sinal de confiança, dos nossos clientes e colaboradores. QUERO, Quero, quero(...)! Aislane Pinto é uma sonhadora? Sou e muito! Porém, tudo que o meu subconsciente se ousou a pedir e com fé e a força da alma eu busquei agir a realização aconteceu. Acredito fielmente que temos que praticar a mudança que desejemos ter e/ou vê. É como está exposto na descrição do blog: "Temos que compreender que cada um de nós muda o mundo a partir do momento que se dedica a mudar o espaço em que está inserido. Por uma classe melhor, sejamos nós contadores melhores." Gabriel O Pensador, também bem disse em sua música: "Até Quando?", a qual deixo o vídeo abaixo para reflexão e destaco o trecho: " Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente.A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda a gente anda pra frente. E quando a gente manda ninguém manda na gente! Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura. Na mudança de postura a gente fica mais seguro. Na mudança do presente a gente molda o futuro!" É com este vídeo também que quero antecipadamente registrar os mês parabéns a todos os contadores que lutam por uma classe melhor. Que o dia 22/09, dia que oficialmente celebra-se o dia do contador, seja motivo de comemoração, valorização e orgulho para toda a classe e que esses sentimentos se perpetuem durante toda a nossa jornada.
O Exame de Suficiência, instituído pela lei nº 12.249/2010, tem como principal objetivo avaliar o conhecimento dos estudantes contábeis concluintes do ensino superior ou de cursos técnicos, a fim de "peneirar" o mercado somente com a inclusão de profissionais devidamente preparados para os desafios de um mundo globalizado. A profissão contábil tem passado por grandes mudanças: são as normas internacionais, cobranças de uma postura mais gerencial e ética humanitarista, adaptação a incorporações de tecnologia de informação, dentre outros fatores que estão dando maior relevância ao profissional e fortalecendo mais a classe como o todo. Isso é ruim? Lógico que não! Mas para atender a estes requisitos é preciso que o mercado tenha profissionais qualificados. Maria Clara Cavalcante Bugarim, ex presidente do Conselho Federal de Contabilidade na edição 184/2010 da RBC disse: "comete um crime contra a nação brasileira a instituição que forma mal os profissionais contábeis." E o então presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, nessa mesma edição da Revista Brasileira de Contabilidade afirmou: "Eu não tenho dúvida de que hoje a contabilidade é a escolha certa, pois na próxima década será a profissão mais demandada no Brasil. Agora, para correspondermos a essa realidade, precisamos assegurar que temos o melhor possível para oferecer." Diante disso a 1ª edição do exame de suficiência após a aprovação da lei supracitada nos dá como resposta que apenas 30,83% de bacharéis em ciências contábeis e 24,93% dos técnicos em contabilidade foram aprovados. Sendo pertinentes as indagações do colega Mário Garcia (diretor do Clube dos Contadores, o qual aproveito para pedir que acessem o site e façam o seus cadastros gratuitamente para usufruir dos benefícios que o portal oferece para a classe) transcrevo-as aqui:
"De quem é a culpa?
Do MEC que não acompanha o que está sendo ensinado, se o proposto está realmente sendo seguido?
Das instituições de ensino, que não atualizaram suas grades para a nova realidade?
Dos Professores que estão ``bitolados``, ou falta didatica?
Dos alunos que não querem de fato aprender?
Ou ainda do CFC que com o exame tem o intuito de desclassificar o futuro contador, ao invez de medir o conhecimento do candidato?
Se o MEC juntamente com a secretaria de educação cumprissem com seu papel, talvez as instituições de ensino seriam mais eficientes, e os professores mais qualificados, por sua vez os alunos mais interessados.
Por consequencia não haveria a necessidade de um orgão desvinculado da educação, medir o conhecimento de desaprovar o conteudo adquirido nas instituições de ensino.
Fica registrado minha indignação e frustação com o resultado evidenciado.
Seja como professor, aluno, contador, ou empresário, afirmo:
É inadimissível!
Providências devem ser providenciadas."
Para a devida valorização da classe todos os envolvidos deverão se mobilizar no intuito de um único fim: profissional qualificado. E isso não se atinge apenas com a aprovação no Exame de Suficiência, o estudante aprovado deverá sempre buscar investir em educação continuada a fim de fazer jus a ser chamado de contador/contabilista. Sugiro aos profissionais que já estão no mercado de trabalho e não precisaram fazer o exame que baixem a prova e tentem responder para assim fazer uma auto-análise dos seus conhecimentos, e aos ainda estudantes também, pois poderão verificar o nível da prova e cobrar mais das instituição de ensino e dos seus respectivos professores.
Vejam a matéria:
Catástrofe no primeiro Exame de Suficiência de 2011
O CFC publicou no dia 26 de maio, no Diário Oficial da União, os resultados das provas da primeira edição de 2011 do Exame de Suficiência. As provas para bacharéis em Ciências Contábeis e para técnicos em contabilidade foram realizadas em todos os Estados no dia 27 de março.
Os resultados publicados já contemplam a anulação das seguintes questões: nº 26, da prova para bacharel em Ciências Contábeis; e nº 01, da prova para técnico em contabilidade.
Segundo a vice-presidente de Desenvolvimento Profissional e Institucional do CFC e coordenadora da Comissão Estratégica para validação das provas e procedimentos para a realização do Exame de Suficiência, Maria Clara Cavalcante Bugarim, o índice de aprovação nas provas - 30,83% para bacharel em ciências contábeis e 24,93% para técnico em contabilidade - foi considerado baixo, fato que era previsto pelos membros da Comissão, mesmo sabendo que o nível das provas não era considerado difícil.
Segundo estabelecido no edital nº 01/2010, o Exame de Suficiência tem por objetivo comprovar conhecimentos médios, consoante os conteúdos programáticos desenvolvidos no curso de Bacharelado em Ciências Contábeis e no curso de Técnico em Contabilidade.
``O CFC lutou muito pela instituição legal do Exame de Suficiência porque tinha ciência do nível insatisfatório do ensino de grande número de faculdades de Ciências Contábeis brasileiras``, afirmou Maria Clara.
Para a vice-presidente do CFC, o baixo índice de aprovação no Exame de Suficiência deverá forçar as Instituições de Ensino Superior (IES) a melhorar os seus cursos de graduação, caso contrário, poderão ver seus alunos migrarem para faculdades que apresentaram resultados satisfatórios no Exame.
``Os estudantes vão cobrar a melhoria do ensino de Ciências Contábeis de suas IES``, disse Maria Clara, acrescentando que, em função dessa realidade, a tendência é que nas próximas edições do Exame de Suficiência o índice de aprovação seja maior.
Recursos
A Comissão Operacional Responsável pela Elaboração das Provas Aplicáveis ao Exame de Suficiência informa aos candidatos que entraram com recursos que as decisões serão disponibilizadas, a partir do dia 30 de maio, por meio do sistema de inscrição. Para acesso às respostas dos recursos, os candidatos interessados deverão acessar o sistema informando CPF e senha.
A empresa Fortes Informática, pertencente ao Grupo Fortes ( Portal da Classe Contábil) disponibiliza o software gratuito para estudantes de ciências contábeis. A disponibilização gratuita do software faz parte do programa PAE - Programa de Apoio ao Estudante e Iniciação Profissional, que permite aos estudantes colocarem em prática os assuntos abordados em sala de aula, facilitando dessa forma a preparação deles no mercado de trabalho. Para fazer o download do programa basta que o estudante acesse o site clicando aqui e realize o seu cadastro. Logo após é só baixar o AC Acadêmico e fazer bom uso do programa. Os meus sinceros parabéns e agradecimento ao Grupo Fortes pela atuação no mercado contábil. Precisamos de iniciativas assim na área contábil, pois uma classe mais capacitada, é também mais reconhecida e valorizada.
É bem sabido que um dos objetivos da criação do MEI é fazer com que os pequenininhos cresçam. Mas, nós do mundo contábil que frequentemente lidamos com as dificuldades empresariais sabemos que para atingir esse objetivo não basta apenas ser formalizado, atender legislações e está em dias com o fisco. É preciso também dentre outros fatores se aprofundar no campo de atuação, conhecer bem a atividade e utilizar ferramentas administrativas gerencias que proporcione uma visibilidade de como está o negócio e assim verificar em que está acertando e como pode melhorar os resultados propostos. Pensando desta forma o SEBRAE DF está disponibilizando em sua página um software gratuito para o acompanhemento financeiro dos MEIS. O programa denominado: AcompanhEI, permite a emissão do Relatório Mensal, bem como, um Resumo Financeiro, que não deixa de ser uma espécie de controle de caixa. Para fazer uso do programa basta o MEI fazer o download do mesmo clicando aqui, depois cadastrar a empresa e sempre no decorrer da operação ficar o alimentado com os recebimentos e pagamentos. Então colegas, aconselhem os seus "clientes" a utilizar essa ferramenta e MEIS de plantão façam uso do programa e divulgue para outros empreendedores individuais.
Conheça o programa gratuito que ajuda a controlar as finanças
Coloque as contas do seu negócio em dia com o AcompanhEI, uma ferramenta para empreendedores individuais disponibilizada pelo Sebrae no DF
Suendi Peres
Preocupado com a gestão dos pequenos negócios, o Sebrae no DF desenvolveu, em parceria com empresas de tecnologia locais, um programa de computador para ajudar no controle financeiro dos empreendedores individuais. O software, denominado AcompanhEI, é distribuído gratuitamente desde dezembro de 2010 e ajuda no domínio de receitas e despesas, facilitando a entrega da declaração anual do imposto de renda.
De acordo com o diretor superintendente do Sebrae no DF, José Carlos Moreira De Luca, a ferramenta proporciona aos empreendedores individuais um conhecimento mais aprofundado do negócio, gerando um controle financeiro efetivo da própria empresa.
O programa foi elaborado pela MTZ Tecnologia e Informática a pedido do Sebrae. Para colocá-lo em prática, três unidades da instituição trabalham juntas: Indústria, Orientação Empresarial e Gestão Estratégica. “Ao mesmo tempo em que os empreendedores individuais são beneficiados peloAcompanhEI, as empresas de Tecnologia da Informação (TI) de Brasília mostram o potencial que possuem para ofertar soluções e confirmam que estão prontas para atender a qualquer tipo de demanda”, comentou a gestora do projeto de TI da instituição, Cristina Vieira Sá.
O gerente de orientação empresarial, Ary Ferreira Júnior, completa que a solução é uma oportunidade única para os empreendedores individuais, pois sem controle financeiro a empresa enfrenta muito mais dificuldades para crescer. “Pontuando receitas e despesas, os donos de pequenos negócios têm uma visão ampla dos recursos disponíveis para investimentos. Além disso, o tempo para avaliar os gastos e lucros é otimizado”, concluiu Ary.
Acostumada a anotar diariamente todos os gastos e lucros da sua atividade em um caderno, a cabeleireira de Samambaia Gislene Oliveira aprova o novo recurso. Sem nunca ter utilizado um computador antes, a empreendedora não teve dificuldades com o software. “Por enquanto, atendo os clientes em domicílio. Mas já tenho planos de abrir meu salão. No orçamento dos materiais da loja vou incluir um computador. Pois colocarei em prática essa gestão informatizada, realmente muito fácil de operar”, disse Gislene.
Faça como Gislene e clique aqui para baixar o AcompanhEI. Quem tiver interesse em obter mais informações sobre o programa pode entrar em contato com a Central de Atendimento do Sebrae no DF por meio do telefone 0800 570 0800.
Veja também o video do tutorial do AcompanhEI
Informações para a imprensa
Suendi Peres – suendiperes@rp1.com.br Isabel Vilela – isabelvilela@rp1.com.br Kelly Valente – kellyvalente@rp1.com.br Regina Trindade – reginatrindade@rp1.com.br
Recebi o artigo abaixo via e-mail por uma professora da época da graduação, Alaide Silva, no qual tem por titulo: De quem é a obrigatoriedade da encadernação e registro do Livro Diário? Acredito, que muitos dos que acompanham este blog sabem perfeitamente a resposta, mas resolvir postar o artigo aqui como forma de chamar atenção para causa, pois o que vejo na prática é esse jogo de empurra-empurra, ou quando não, muitas vezes a própria ausência da escrituração deste livro e/ou demais demonstrações contábeis. Mas, se queremos ser profissionais mais valorizados temos que abraçar as nossas responsabilidade com mais comprometimento, nos impor perante aos demais empresários e sobre tudo alertar-los acerca das consequências de cada ato.
DE QUEM É A OBRIGATORIEDADE DA ENCADERNAÇÃO E REGISTRO DO LIVRO DIÁRIO?
Por: Antonio Nogueira *
Nas suas cotidianas e rotineiras atividades, os fiscais do CRCBA deparam com um complexo e a nosso ver grave problema jurídico: a ausência do registro do livro diário e da responsabilidade pela sua encadernação e registro no órgão competente. A quem cabe o registro: O contabilista ou o empresário?
Em conseqüência, se estabelece uma grande dúvida:
1. Cabe autuação ao contabilista em caso do livro não estar registrado?
2. Cabe autuação ao contabilista pela emissão de balanços em folhas soltas nas quais não constem dados da transcrição das páginas e do registro do livro diário?
Todos sabem e não é nenhuma novidade que cabe ao primeiro a escrituração contábil dentro das prerrogativas e normas legais impostas e, ao mesmo tempo, em que o livro é propriedade do segundo: o empresário.
É muito comum o depoimento de contabilistas que o livro não está encadernado e autenticado por que o empresário não quer assumir os custos financeiros decorrentes destes serviços: A encadernação e registro legal perante a Junta Comercial ou Cartório do Registro Civil das Pessoas Jurídicas ou, no caso de sociedade de Advogados, a OAB.
Devemos esclarecer à classe contábil que a responsabilidade é partilhada. Cabe ao Contabilista a escrituração do livro legal e à empresa a obrigação acessória do seu registro, sob a orientação técnica e de procedimento por parte do primeiro.
Todavia, deve e pode o contabilista tomar alguns cuidados e procedimentos para definir os limites da sua responsabilidade, as quais cito, dentre outras, algumas situações:
· Estabelecer no prudente e necessário contrato de prestação de serviços a quem cabe esta obrigatoriedade. Ficando com o contabilista, ao incluir estes custos e responsabilidade no valor dos seus honorários, cumprir todas as etapas do processo até o seu devido registro. Ausência ou atraso de pagamento de mensalidade contábil por parte do empresário não elide a responsabilidade do contabilista.
· Ficando com o empresário, enviar devidamente protocolado o livro com as pertinentes assinaturas do contabilista e administradores e os termos de abertura e encerramento, para que o mesmo faça a encadernação e o registro legal, com as devidas orientações de forma esclarecedora, inclusive com o encaminhamento da guia de recolhimento competente e alerta das exigências e conseqüências do seu não registro, emanadas pelo CC Brasileiro, a lei ordinária 10.406/2002 e pelo Conselho Federal de Contabilidade.
Entendo, por fim, que enquanto o livro diário não for devidamente registrado, ele não existe de direito e como tal o contabilista não pode e não deve expedir balanço em folhas soltas. O balanço em folha solta é a transcrição literal daquele transcrito no livro e o livro, enquanto não registrado, não é autêntico. Não existe. Ademais, o dado de transcrição e de registro do livro diário deve estar contido nas demonstrações assinadas e divulgadas em folhas soltas.
O Conselho Federal do Contabilista já se pronunciou sobre o tema, conforme pode ser conferido com o relatório da Câmara Técnica de nº 126/2006.
*Antonio Nogueira é contador, conselheiro titular e exerce o cargo de Vice Presidente de Ética, Disciplina e Fiscalização do CRCBA.
“Eu às vezes fico pensando em como seria se os brasileiros falassem. Se protestassem contra o que lhes fazem, se fizessem discursos indignados em todas as filas de matadouro, se cobrassem com veemência uma participação em tudo o que produzem para enriquecer os outros, reagissem a todas as mentiras que lhes dizem, reclamassem tudo que lhes foi negado e sonegado e se negassem a continuar sendo devorados, rotineiramente, em silêncio."
Do livro: O Mundo Bárbaro - Luis Fernando Veríssimo.
É queridos, como seria o nosso país se assim fosse?
Pensem nisso!
"Só podemos dar aquilo que temos. E por menor que seja sempre temos algo a dar."